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20 de agosto de 2025
Reitora da Universidade Positivo destaca a evolução do papel da mulher na educação
Em celebração ao Dia da Igualdade da Mulher, Andréia Caldani relembra sua trajetória
No dia 26 de agosto é celebrado o Dia da Igualdade da Mulher, uma data que simboliza a luta feminina por direitos e oportunidades iguais em diferentes esferas da sociedade. À frente da Universidade Positivo (UP), a reitora Andréia Caldani compartilha sua visão sobre os avanços, desafios e inspirações que marcaram sua trajetória até chegar a uma das principais posições de liderança acadêmica do país.
Formada em Direito, Andréia relembra que um dos maiores desafios de sua carreira foi ingressar muito jovem em uma área historicamente marcada pela predominância masculina. “Aprendi que, independentemente de gênero, se você estiver preparada e fundamentada, as barreiras vão se extinguindo aos poucos. Sempre busquei estudar muito e me atualizar, e assim fui sendo respeitada pelos meus pares”, afirma.
A inspiração para trilhar esse caminho veio de casa. “Sempre digo que a minha maior força vem da força da minha mãe. Dona de casa, ela nunca deixou de me incentivar a ser independente e construir uma carreira sólida. Foi quem sempre me levantou nos momentos de medo e de angústia”, recorda.
Meio acadêmico
Na visão da reitora, as oportunidades para mulheres no meio acadêmico vêm crescendo de forma significativa. “Temos visto cada vez mais mulheres em cargos de liderança em instituições de ensino, ocupando cadeiras de direção e reitoria. Isso mostra que estamos avançando a passos largos”, destaca.
Esse movimento também se reflete na ciência e na pesquisa. Andréia reconhece conquistas importantes, citando pesquisadoras premiadas mundialmente, como Emmanuelle Charpentier e Jennifer Doudna. No entanto, lembra que ainda há um longo caminho a ser percorrido, sobretudo nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM), onde a presença feminina ainda é menor.
Para ela, a educação exerce um papel essencial na construção de uma sociedade mais igualitária, e as universidades têm exercido um impacto positivo. “Percebemos nos acadêmicos movimentos desapegados de gênero. O foco está no aprendizado, na solução de problemas e no trabalho em equipe. O que importa é a cooperação para gerar projetos de impacto”, afirma. Para ela, a empatia é o valor essencial para consolidar a igualdade: “Sem empatia não há igualdade”.
Inspirando as novas gerações de mulheres que almejam posições de liderança, a reitora aconselha: “É preciso planejar onde se pretende chegar, ter resiliência para suportar o processo e construir um networking qualificado. O preparo intelectual é premissa, mas a forma como tratamos e inspiramos as pessoas é o que, de verdade, nos mantém em ascensão”.