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30 de junho de 2022
Professora dos cursos de Biomedicina e Estética e Cosmética da FSG, Gabriela Cavagnolli, explica as finalidades do procedimento
O cuidado com a pele é algo que sempre preocupou muitas pessoas, tornando o tratamento de rejuvenescimento essencial e sendo bastante procurado. Diante disso, a tecarterapia, é mais uma opção de aparelho que está sendo utilizado pelos profissionais da área.
Segundo a professora Gabriela Cavagnolli, dos cursos de Biomedicina e Estética e Cosmética do Centro Universitário da Serra Gaúcha – FSG. “A tecarterapia é um tipo de radiofrequência, pode ser utilizada na área da Estética para tratamento de celulite, gordura localizada, contorno corporal, flacidez de pele e rejuvenescimento facial. Na estética íntima serve para rejuvenescimento vulvovaginal, flacidez e gordura localizada pubiana. Já na área da reabilitação realizada pela fisioterapia”, declara.
Gabriela explica que o procedimento é realizado por um aparelho que possui dois aplicadores capaz de produzir o aquecimento dos tecidos de duas formas, sendo eles: capacitativo e resistivo. “O equipamento é semelhante ao da radiofrequência, pode se dizer que é o mesmo instrumento, a diferença está na aplicação e na profundidade de aquecimento, no entanto, alguns aparelhos de radiofrequência também têm aplicadores com regularidades baixas que atingem uma profundidade maior no tecido”, explica.
A escolha da frequência vai depender do tipo de tratamento realizado. “Regularidades mais baixas atingem camadas mais profundas, por exemplo, para tratar gordura, celulite e fibrose, já as frequências maiores atingem camadas mais superficiais. Alguns equipamentos de tecarterapia, assim como a radiofrequência, também permitem alterar o modo de frequência”, esclarece.
Na área da estética, a tecarterapia melhora a flacidez, pois estimula a produção de colágeno, além de reduzir a gordura localizada e celulite, já na reabilitação o procedimento auxilia a recuperação muscular.
Há pouco tempo no Brasil, o equipamento teve início na Espanha com o Dr. Calbet da empresa Indiba, entre as décadas 80 e 90, desde então, tornou-se um dos métodos preferido dos pacientes, expandindo as técnicas da tecarterapia para outros países.
Apesar de ser uma prática benéfica, não é sempre que o procedimento pode ser utilizado, pois existem contraindicações.
“Ele não pode ser aplicado em gravidas, usuários com marcapasso, implante desfibrilador cardíaco ou qualquer implante eletromagnético, dispositivos eletrônicos corporais, como aparelho auditivo, implantes metálicos sob ou sobre a área de tratamento, pacientes com febres e em hipótese alguma deve ser aplicado sobre o globo ocular”, orienta a professora de Biomedicina e Estética e Cosmética da FSG.
Por fim, Gabriela ressalta que somente profissionais da área de estética e fisioterapia podem realizar a aplicação, pois a prática exige cuidados e não pode ser realizada por pessoas que não sejam qualificadas.