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13 de setembro de 2021

UNIFRAN apresenta estudo sobre a importância da manutenção de áreas verdes urbanizadas para a conservação de espécies do Cerrado

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Pesquisa teve a coordenação de biólogos e médicos veterinários do Programa de Pós-graduação strictu sensu em Ciência Animal da Instituição

Metodologia utilizou três formatos de aplicação: armadilhamento fotográfico, parcelas de areia para identificação de pegadas e busca ativa – 16 espécies foram encontradas

A Universidade de Franca (UNIFRAN), instituição que pertence à Cruzeiro do Sul Educacional, por meio do Programa de Pós-graduação strictu sensu em Ciência da Animal elaborou um estudo de campo para enfatizar a importância da manutenção de áreas verdes urbanizadas para a conservação de espécies do Cerrado.

Biólogos e médicos veterinários da UNIFRAN realizaram por um período de três meses, um levantamento dos mamíferos terrestres de médio e grande porte localizados na Unidade de Conservação Municipal, na zona urbana de Franca

A metodologia, segundo explica a professora e pesquisadora Marcela Aldrovani Rodrigues da UNIFRAN, teve aplicação em três formatos: armadilhamento fotográfico (com câmeras instaladas e filmando 24h/dia); parcela de areia, que identifica pegada dos animais, e fornece dados das espécies; e busca ativa, com caminhadas da equipe feitas silenciosamente pela mata. Foram encontradas e monitoradas 16 espécies de animais.

“O Brasil apresenta a maior diversidade de mamíferos do mundo, 755 espécies, das quais 110 estão classificadas sob algum grau de ameaça. No Estado de São Paulo, estima-se a riqueza de 350 táxons, no entanto, esse número pode ser ainda maior devido à lacuna de amostragem em grandes extensões. Além disso, muitas áreas verdes urbanas não são estudadas porque seu valor é subestimado para a conservação da biodiversidade. Em nosso estudo, encontramos 16 espécies, entre elas, o lobo-guará e o mutum, que estão ameaçados de extinção”, aponta.

Segundo a professora Marcela, o estudo tem importância porque a região de Franca, que tem como bioma predominante o Cerrado, com uma área de transição com a Mata Atlântica, dispõe de uma ampla área verde protegida, que funciona como um corredor para diversas espécies de animais transitarem. Além, disso, o Jardim Zoobotânico, apesar de sofrer forte pressão antrópica, desempenha papel importante na conservação dos mamíferos terrestres regionais de médio e grande porte, atuando como área de refúgio para essas espécies”, avalia.

A professora argumenta ainda, que a pesquisa se objetivou em mostrar para a população o que se tem na região, a fim de conscientizá-la quanto à preservação ambiental e dar subsídios para que profissionais criem cada vez mais estratégias de preservação animal a partir dessa identificação.

“Precisamos saber o que temos de fauna e flora na região. A região é turística, o ecoturismo alimenta a região e precisamos dar essa importância, isto é, reconhecer a importância econômica e ambiental dos empreendimentos de fauna e conhecer sobre possíveis zoonoses. A aproximação e o possível contato com espécies domésticas predispõe animais selvagens à ocorrência de parasitos que são uma ameaça a conservação e podem disseminar doenças. Franca é área endêmica de leishmaniose, por exemplo, sendo o reservatório do parasita o cão doméstico, que pode transmitir para o animal selvagem. A pesquisa evidencia esses e muitos outros cuidados que precisam ser tomados. Dessa forma, com a pesquisa é possível elaborar planos de conservação a fim de melhorar ou recuperar a qualidade ambiental propícia à vida”, analisa.

PROJETO DE CIÊNCIA CIDADÃ

A UNIFRAN realiza ainda, a partir do referido curso, o projeto Aves de Franca: Passarinhando Pela Cidade. A ementa é incentivar a população a registrar, por meio da fotografia, a presença de aves silvestres em áreas rurais e urbanas do munícipio de Franca, SP.

O intuito é reunir informações para monitoramento da ocorrência de diferentes espécies de aves silvestres em áreas rurais e urbanas; desenvolver a percepção ambiental da população francana; Incentivar a participação da população francana na coleta de informações; Envolver a sociedade em pesquisas científicas, democratizando o acesso à ciência; Fornecer subsídios ecológicos para ações de conservação ambiental; e ainda, publicar material de divulgação científica que contemple os dados levantados; e portanto, contribuir na criação de políticas públicas de monitoramento e conservação.

PARA PARTICIPAR, O CIENTISTA CIDADÃO DEVE:

1 – Fotografar uma ave ou grupo de aves que ele tenha avistado em qualquer lugar do munícipio de Franca. Ou seja, área urbana, área rural, dentro de prédios, construções ou até mesmo no jardim de casa;

2 – Acessar o Formulário eletrônico do cientista cidadão ou abrir o QR-code disponibilizados no site do projeto;

3 – Preencher o formulário eletrônico e anexar uma ou mais fotos de uma ave ou de várias aves vistas juntas, em um mesmo momento e local. Clicar no botão enviar.

Para saber mais, acesse: Como Participar? Aves de Franca: Passarinhando Pela Cidade

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