UNICID
|
Notícias
1 de setembro de 2022
Infectologista e professor Renato Grinbaum, da UNICID, explica como o vírus monkeypox costuma agir e os cuidados que devem ser tomados
Já faz alguns meses desde que o primeiro caso do vírus monkeypox foi confirmado no Brasil e até o momento já são mais de 4 mil casos registrados em todo o país. Mas, afinal, o que é o famoso vírus e por que ele é tão contagioso?
O infectologista e professor do curso de Medicina da Universidade Cidade de S. Paulo – UNICID, Renato Grinbaum, explica que a monkeypox é causada por um agente infeccioso, primo da varíola que causa febre, dores musculares e lesões de pele (pápulas), que são pequenos nódulos capazes de mudarem de aspecto, deixando de ser sólidos para líquido com o passar do tempo.
Ainda segundo o professor, a doença é transmitida principalmente pelo contato de pele contaminada com a epiderme de uma outra pessoa, mas também pode ser transmitida por via respiratória ou por itens de uso pessoal, como o compartilhamento de toalhas.
Além dos adultos, casos em crianças, adolescentes e idosos já foram confirmados no Brasil, e, para Grinbaum, apesar da enfermidade não ser considerada tão grave, ela pode causar bastante dor e incômodo.
O professor da UNICID ressalta que quem tiver febre acompanhada de lesões suspeitas deve se dirigir até um pronto atendimento e sempre utilizar máscaras. “Evitar contato de pele com outras pessoas até a avaliação médica também é aconselhável, isso porque reduz a transmissão.”
Restringir compartilhamento de objetos pessoais, reduzir o número de parceiros (as), manter os cuidados especiais com o uso de máscaras e deixar isolados os indivíduos doentes durante o período de transmissão do vírus são a melhor forma de prevenção no momento atual, segundo o infectologista.
“O uso de máscaras é uma das opções mais aconselháveis de prevenção, pois apesar da vacina já existir, ela ainda não é suficiente para produção em larga escala e será disponibilizada gradualmente de acordo com o risco”, afirma Grinbaum.
O especialista ressalta que, embora ainda não tenhamos um tratamento comprovado, a enfermidade na maioria das vezes se resolve de forma espontânea, permanecendo de duas a três semanas. Mesmo assim, o isolamento social deve ser considerado por parte dos afetados, pois acelera a recuperação.