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11 de abril de 2023
Vencendo a ansiedade na graduação: estratégias práticas para estudantes
Especialista traz dicas para enfrentar a ansiedade no ambiente acadêmico
A satisfação pela aprovação no vestibular ou entusiasmo ao ingressar no ensino superior não são as únicas sensações vividas no início da graduação, e a ansiedade tem estado presente na rotina dos estudantes.
A pressão pelo bom desempenho, expectativas familiares, o medo do futuro e as inúmeras responsabilidades desta fase podem intensificar a ansiedade.
Entretanto, existem ferramentas para contornar o problema e otimizar o aproveitamento acadêmico sem prejuízos à saúde mental.
Para a Dra. Cássia Alves, docente do Curso de Psicologia da FSG e especialista em gestão de carreiras, “a ansiedade não necessariamente é negativa. Ela é uma expectativa de futuro, do que se almeja para dar sentido à vida. Mas ela pode se tornar patológica quando impede o estudante de promover esse futuro, tornando-se um fator paralisante”, descreve.
O problema é que o autoconhecimento nem sempre é encorajado durante o desenvolvimento infantil e na adolescência, o que pode gerar ansiedade pela falta de clareza dos próprios interesses – efeito comum na hora de escolher um curso para o vestibular.
Sintomas de ansiedade acadêmica: como contornar as crises
O ingresso no ensino superior promove muitas mudanças na vida do estudante. Isso porque ele encoraja a autonomia, habilidade pouco trabalhada na educação básica.
“Uma das frases que mais ouço dos alunos que ainda estão se acostumando sobre poder sair da sala sem pedir autorização. Parece simples, mas demonstra à proporção que as coisas ganham na vida universitária”, comenta Cássia.
O fluxo acentuado de demandas das disciplinas tem por objetivo formar profissionais para o ritmo do mercado de trabalho, oferecendo não apenas subsídios teóricos, mas também técnicas e competências para lidar com esses desafios.
Não atender à essas expectativas pode sobrecarregar também a saúde física. “O sinal de que a ansiedade pode ser patológica é quando ela começa a provocar prejuízos no dia a dia, como sono atrapalhado, mudanças na alimentação, quebra de rotina, além de comportamentos prejudiciais como procrastinação, irritabilidade e pensamentos em excesso”, afirma a especialista.
Para encontrar um ritmo saudável, o aluno pode adotar hábitos saudáveis. Exercícios físicos regulares ajudam nos níveis de serotonina e endorfina, responsáveis pelas sensações de recompensa e bem-estar.
Outra dica é fazer o planejamento da rotina. Incluir em uma planilha os horários das disciplinas, dos exercícios e demais compromissos, além de prever a logística necessária, como alimentação e deslocamento ajudam a visualizar as tarefas da semana de forma organizada e com mais tranquilidade.
Exercícios de respiração são essenciais para quando a ansiedade chegar. Uma das técnicas mais efetivas é a 5-6. Basta respirar profundamente contando até cinco, manter uma pausa de dois segundos, e expirar contando até seis. A prática de 15 minutos desse exercício restaura a concentração e alivia o estresse.
Como as instituições de ensino podem contribuir para frear a ansiedade
O ideal é buscar ajuda, inclusive na própria instituição de ensino. “A dica para os alunos é procurar o coordenador do curso ou um professor de referência e relatar as dificuldades que vem enfrentando.
Esses profissionais são capacitados para dar o suporte e o encaminhamento necessários”, afirma a docente que é coordenadora do Programa Percursos.
“Os alunos acolhidos no programa têm orientação de carreira, direcionamentos para adaptação acadêmica, oficina de gestão de tempo, gestão financeira, preparação de currículo e de entrevistas de emprego”, descreve.
Incluir a terapia na rotina auxilia na organização de metas, tanto na vida pessoal como profissional, além de oferecer suporte emocional para enfrentar os desafios que o período acadêmico impõe.
E a FSG oferece atendimento psicológico gratuito aos estudantes através do Serviço Escola de Psicologia do Centro Integrado de Saúde, que realiza escuta e acompanhamento dos alunos.
Por isso, estudar em uma instituição preocupada com a saúde mental dos alunos faz toda a diferença no desempenho acadêmico!
